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- Ivan Milazzotti
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- Literatura
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- 31-05-2025 03:52:04
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- Categoria: Recurso estilístico e estruturante (modalidade crítica de representação)
- Usado em: Literatura (romance, conto, poesia, ensaio), teatro, roteiro, crítica social, ficção especulativa, fantasia alegórica, paródia, jornalismo literário etc
- Obrigatoriedade: 🟢 Opcional (mas central em gêneros cômicos, filosóficos e sociopolíticos)
- Forma: A sátira é uma forma de representação crítica indireta, construída por meio de exagero, ironia, caricatura, distorção ou inversão, com o objetivo de expor, criticar ou subverter indivíduos, comportamentos, instituições ou valores socioculturais
A sátira é um recurso narrativo, estilístico e ideológico que tem por função representar o objeto de crítica sem descrevê-lo diretamente, mas por meio de formas simbólicas, exageradas ou distorcidas, que visam evidenciar seus vícios, hipocrisias ou contradições.
- Categoria: Técnica narrativa
- Usado em: Toda narrativa escrita (literatura, roteiro, prosa, teatro)
- Obrigatoriedade: 🔴 Essencial
- Forma: Conjunto de escolhas linguísticas conscientes que definem a voz narrativa, o ritmo, o tom, o vocabulário e a forma de apresentar o conflito ao leitor
Estilo é o conjunto de decisões estruturais e linguísticas conscientes que moldam a forma como uma história é contada. Não é um adereço estético, nem uma “marca pessoal” no sentido superficial. Estilo é função narrativa expressa pela linguagem.
- Categoria: Vício de linguagem, estrutura ou ideia
- Usado em: Toda forma de narrativa, mas deve ser combatido ou subvertido em qualquer narrativa séria
- Obrigatoriedade: 🔴 A ser evitado (exceto quando usado com consciência técnica ou função irônica/meta)
- Forma: Qualquer expressão, ideia, estrutura, cena, personagem, diálogo ou símbolo previsível, exausto e já reconhecido como fórmula desgastada
Clichê é qualquer recurso narrativo, seja de linguagem, enredo, personagem ou estrutura, que se tornou tão repetido, tão automático, tão reconhecível, que perdeu sua força estética, dramática ou intelectual.
- Categoria: Estratégia narrativa e estilística
- Usado em: Literatura literária, ficção psicológica, realismo mágico, fantasia adulta, thrillers densos, tragédia moderna, drama contemporâneo
- Obrigatoriedade: 🟡 Recomendado (essencial em obras com foco em tensão interpretativa, dúvida, conflito psicológico ou temático profundo)
- Forma: Uso consciente de elementos com múltiplos sentidos possíveis, conflitantes ou não resolvidos, que geram incerteza, tensão ou multiplicidade interpretativa
Ambiguidade é uma técnica em que o texto não oferece uma única interpretação inequívoca, seja no nível das ações, intenções, falas, temas, símbolos ou estruturas. Ela é usada não por falha, mas por escolha consciente. O autor omite uma certeza para que o leitor seja forçado a interpretar, escolher ou conviver com a dúvida.
- Categoria: Técnica de manipulação temporal
- Usado em: Literatura, roteiro, teatro, fantasia, ficção psicológica, thrillers, ficção histórica, narrativas estruturadas por trauma ou mistério
- Obrigatoriedade: 🟡 Recomendado (essencial em narrativas com estrutura não linear, construção de passado dramático ou revelação de motivações ocultas)
- Forma: Inserção técnica de uma sequência narrativa ambientada antes da linha de tempo principal da história, com função estrutural, emocional ou temática
Flashback é uma técnica narrativa usada para interromper a progressão linear da história e inserir uma cena do passado, vivida pelo personagem ou mostrada ao leitor com peso dramático. Mas o flashback não é lembrança vaga, não é exposição seca e não é nostalgia. Ele deve funcionar como cena estruturada, com ação, conflito e consequência.
- Categoria: Técnica de manipulação temporal
- Usado em: Literatura, roteiro, teatro, contos, fantasia, thrillers, ficção psicológica, tragédias, narrativas com morte ou fim inevitável
- Obrigatoriedade: 🟡 Recomendado (essencial em narrativas com tensão futura, tema de destino, tragédia anunciada ou construção de ironia dramática)
- Forma: Inserção de uma revelação, visão, menção ou fragmento de um evento futuro da narrativa antes que ele aconteça no tempo linear da história
Prolepsis é a técnica narrativa de quebrar a linearidade do tempo e projetar o leitor para o futuro da história, antes que esse futuro chegue. Pode ser feita de forma direta (revelando um fato que ainda não aconteceu), indireta (dando pistas), ou estrutural (com o narrador já situado após os eventos).
- Categoria: Estratégia crítica, filosófica e narrativa
- Usado em: Literatura pós-moderna, ficção especulativa, fantasia subversiva, realismo psicológico, sátira estrutural, ensaio filosófico, narrativa híbrida
- Obrigatoriedade: 🟢 Opcional (mas essencial para gêneros experimentais, sátiras, meta-narrativas e literatura contemporânea)
- Forma: A desconstrução é a reformulação consciente de estruturas narrativas, personagens, gêneros ou valores estabelecidos, visando revelar suas contradições internas, dependências culturais ou pressupostos ocultos.
A desconstrução é uma abordagem crítica que opera por meio da análise, subversão ou desmontagem de estruturas consolidadas de pensamento, representação ou forma.
Em literatura e narrativa, isso significa questionar e desmontar convenções de gênero, arquétipos de personagem, expectativas narrativas, dicotomias morais ou formas simbólicas estabilizadas.
- Categoria: Estilo narrativo / Gênero literário / Estratégia estética
- Usado em: Romance literário, ficção histórica, mitopoética, pós-colonialismo, realismo simbólico, algumas fantasias não convencionais
- Obrigatoriedade: 🟢 Opcional (mas poderosa em narrativas que tratam de memória, trauma, cultura periférica, ou realidades fraturadas)
- Forma: Inserção de eventos impossíveis, sobrenaturais ou fantásticos em uma narrativa realista, sem ruptura de tom ou espanto dos personagens
Realismo mágico é uma forma de narrativa que integra o impossível ao cotidiano como se fosse parte natural da existência. Ao contrário da fantasia, que constrói mundos separados com regras próprias, o realismo mágico mantém a lógica do mundo real, e insere o mágico como se ele sempre estivesse ali.
- Categoria: Planejamento
- Usado em: Exposição argumentativa e dramática, curto parágrafo com função estrutural e de convencimento
- Obrigatoriedade: 🔴 Essencial
- Forma: Romance, novela, roteiro, série, game (⚠️ opcional em contos curtos ou minimalistas)
A premissa expandida é o segundo estágio de articulação da ideia narrativa. Ela não é uma sinopse, nem um texto publicitário. É uma prova dramática condensada de que a história tem densidade suficiente para existir.